Retomada da economia reabre oportunidades para investimentos na pandemia

Confirmada oficialmente no Brasil em fevereiro de 2020, a pandemia da Covid-19 provocou um forte impacto na economia. A estagnação das atividades industriais, comerciais e de serviços desestimulou investimentos e provocou um represamento de recursos, sobretudo da iniciativa privada, que recuou.
Apesar da persistência da pandemia, ainda em junho de 2021, a economia brasileira começa a apresentar sinais de recuperação, demonstrados, por exemplo, pelo crescimento de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A recuperação se deu, em particular, pelo aumento de 17% nos investimentos – o maior desde o segundo trimestre de 2010, segundo o IBGE – o que indica que o dinheiro voltou a se movimentar, seja na produção de bens de capital (máquinas em geral, por exemplo) ou mesmo nas aplicações financeiras.
RENDA FIXA
Mesmo que esteja em processo de recuperação, o mercado ainda suscita certa desconfiança dos investidores. A lenta imunização da população, mesmo que com anúncios isolados de aceleração, como no caso de São Paulo e o ‘efeito-2022’, com previsão de aumento nos gastos públicos por conta das eleições, são fatores inibidores.
Neste contexto, os investimentos mais conservadores são o caminho mais seguro e rentável para quem preferiu guardar dinheiro a aplica-lo nos últimos meses. No mercado financeiro, significa optar, por exemplo, pelos títulos de renda fixa, conhecidos pela previsibilidade de ganhos e baixo risco.
Entre os vários produtos de renda fixa disponíveis no mercado então os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), os CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e Agrícolas), as LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), as Letras de Câmbio, o Tesouro Direto e a Poupança.
DEBÊNTURES
Entre tantas oportunidades, destacam-se ainda as debêntures. Tratam-se uma modalidade de venda de títulos por sociedades anônimas com direito de crédito ao investidor. Na prática, é uma espécie de empréstimo, pelo qual a empresa se compromete a devolver o dinheiro com juros e em prazos pré-definidos.
A emissão de debêntures é uma oportunidade de capitalização às empresas por ocasião de eventual escassez de crédito no mercado. O próprio governo recorre a este tipo de título, sobretudo para investimentos em infraestrutura. Em fevereiro, as emissões já haviam alcançado R$ 4,8 bilhões – 166,6% maior que no mesmo mês, em 2020.
Apesar da expectativa de juros maiores que os oferecidos pelas instituições financeiras, o investimento em debêntures tem seus riscos. Limitado a R$ 1 milhão de aplicação por CPF ou CNPJ, o título não tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ou seja, se a empresa devedora quebrar, a perda entra no pacote.
NOVO NEGÓCIO
Além do mercado financeiro, a abertura de um novo negócio pode ser uma boa oportunidade para aquele capital parado – e, não raro, com retorno abaixo do que teria se aplicado no desenvolvimento de um produto ou na oferta de serviços que atendam necessidades do consumidor na pandemia.
Entre os recomendados pelos especialistas estão os serviços de delivery, pet shop e de terapias diversas; a oferta de alimentos prontos e saudáveis, a venda de produtos (em especial, aqueles voltados à beleza e bem estar) pelo e-commerce, a oferta de cursos à distância, entre outros.
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