#PartiuAmerica: o que Fred Ramon fez para ser aprovado em 9 faculdades dos EUA

O estudante pernambucano Fred Ramon, de 20 anos, ganhou notoriedade nos últimos dias em portais de notícias e redes sociais após publicar ter sido aprovado por nove universidades dos Estados Unidos.

Além da divulgação nas mídias de seu estado, Ramon chamou a atenção da imprensa nacional por conta de seu exemplo de dedicação aos estudos. Formado em escolas públicas, ele aprendeu inglês em cursos gratuitos.

A exemplo de Ramon, muitos estudantes brasileiros também buscam a oportunidade de ingressar no ensino superior estadunidense. Destacamos abaixo algumas das exigências que o garoto de Jaboatão dos Guararapes (PE) cumpriu com louvor.

Quem é você?

Antes de qualquer avaliação técnica, as universidades procuram conhecer que é o(a) candidato(a). O desempenho pessoal e acadêmico deve ser informado nos application forms (formulários de candidaturas).

Aqui, as instituições se interessam, principalmente, como você fez da escola um ambiente para potencializar atitudes em prol da comunidade. Fred Ramon promoveu um estudo sobre como recuperar o solo atacado pela erosão.

Em entrevista ao ‘Diário de Pernambuco’, o estudante elencou a dedicação às atividades extracurriculares entre os principais pontos que culminaram com a sua classificação em tantas instituições de ensino.

Avaliações de conhecimento

A aprendizagem em sala de aula é avaliada através da Scholastic Assessment Test (Teste de Avaliação Escolar), conhecida como SAT ou pela American College Testing (Teste para Escolas Americanas), a ACT.

A exigência do SAT ou ACT depende de cada instituição. São avaliados conhecimentos de Matemática, Ciências, Literatura e História americanas e Línguas, leitura crítica e produção de texto.

Fred Ramon disse ter mandado bem na redação. Ele escreveu sobre o trabalho informal no Brasil. A rotina diária de estudos, das 8 às 18 horas, possibilitou que ele alcançasse notas acima da média nas nove instituições que o aprovaram.

Recomendação

Ainda sobre a redação, é comum as instituições também solicitarem aos ingressantes que escrevam sobre si através de essays (ensaios, em português) ou personal statements (afirmação pessoal).

É a oportunidade que o(a) candidato(a) tem para justificar, por exemplo, porque escolheu aquela instituição para estudar nos próximos meses e como pretende aplicar seus conhecimentos ali adquiridos.

Outra exigência é a carta de recomendação. Fred Ramon enviou, entre outras, a de seu primeiro professor de inglês. E, conforme reza a recomendação, escreveu com honestidade sobre sua realidade e seus planos.

Teste de idioma

Quem deseja estudar nos Estados Unidos precisa saber falar e, o quanto antes, escrever bem em inglês. Esse conhecimento também é avaliado através de testes de proficiência que podem ser feitos ainda no Brasil.

Os mais conhecidos e requisitados são o TOEFL (Teste of English as a Foreign Language) e o IELTS (Internacional English Language Testing System). Há cursos preparatórios para ambas estas avaliações.

Ramon aprendeu inglês em cursos gratuitos e o aprimorou em sua primeira experiência fora do país: ele lecionou dança em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. De volta por conta da pandemia, ensino inglês por canais digitais.

Histórico escolar

Tão repetido no Brasil, o chamado ‘histórico escolar’ é apenas uma das exigências para se buscar uma vaga em uma faculdade nos EUA – como se pode observar até agora. Não por acaso foi citado apenas agora.

As instituições americanas utilizam como critério o Grade Point Average (Média de notas), o GPA. Trata-se de uma média de todas as pontuações (ou notas) de um período escolar. No caso do Brasil, do Ensino Fundamental e Médio.

A aprovação de Fred Ramon em nove instituições de ensino estadunidenses mostrou a importância do desempenho escolar em escolas públicas como critério para se buscar uma faculdade em uma das maiores nações do planeta.

E depois?

Fred Ramon já escolheu a instituição onde pretende passar os próximos semestres: a Whittier College, em Los Angeles, na Califórnia, onde se matriculará no curso de Economia, com conhecimentos em Ciências da Computação.

O pernambucano disse ter escolhido a instituição californiana pela proposta de bolsa oferecida. A faculdade vai cobrir 70% dos seus custos, enquanto os outros 30% precisarão sair do seu bolso.

Segundo Ramon, a diferença nos valores estaria em US$ 31 mil (R$ 161 mil). O futuro estudante da Whittier College lançou uma ‘vaquinha virtual’ para conseguir todo recurso para não ver frustrado o sonho de estudar nos Estados Unidos.

Webert Oliveira
Sou um autor por escolha, curioso, especializado em transformar fatos e histórias inusitadas em narrativas cativantes. Com formação em Letras, gosto de combinar pesquisa rigorosa com um estilo envolvente, buscando não só informar, mas também inspirar a curiosidade de meus leitores sobre o mundo.
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