#FórmulaDaVida: O que a frustração de Lewis Hamilton tem a dizer sobre você
A perda do título mundial pelo inglês está na mesma velocidade dos muitos desalentos que temos na corrida pela existência. Saiba como seguir em frente

Faltava apenas o ato derradeiro. Para Lewis Hamilton, a última das 58 voltas. Até ali, o inglês havia feito uma corrida de campeão: saltou da 2ª à 1ª posição na primeira curva e se manteve na liderança, com ampla vantagem ao principal rival.
Mas, aconteceu o imponderável: uma batida forçou a entrada do safety-car e todos os carros voltaram a se agrupar. Na relargada, a uma volta do fim, Lewis foi ultrapassado por Max Verstappen e perdeu seu 8º e inédito título mundial de Fórmula 1.
Polêmicas à parte, o que sobrou para o piloto inglês foi uma frustração de vice como ele ainda não havia sentido na carreira. Suficiente para mantê-lo no carro por alguns minutos até que encarasse a realidade.
Do esporte para a vida, analisamos neste post este sentimento que acomete pessoas que chegaram tão perto de um objetivo – ou foram impedidas de tentar – e o que fazer para superá-lo e seguir em frente.
PERDE E GANHA
A frustração é um dos sentimentos mais frequentes na vida de qualquer esportista. Durante carreira de qualquer atleta, o principal desafio está em tentar pender mais seus resultados às vitórias que os fracassos.
É o que relata um dos maiores jogadores de basquete da história, o estadunidense Michael Jordan em seu livro ‘Nunca Deixe de Tentar’ (editora Sextante, 80 páginas, R$ 17,89). As frustrações, conta ele, impulsionaram ao sucesso.
Que o diga o ginasta Diego Hypolito. Listado entre os favoritos na prova de solo em duas olimpíadas – Pequim, em 20098 e Londres, em 2012 – ele caiu e virou motivo de chacotas. Não desistiu, competiu nos jogos do Rio, em 2016, e faturou a prata.
Por vezes, a superação do fracasso leva atletas a expor a própria vida. A surfista Maya Gabeira chegou a ser ressuscitada em 2013, ao cair de uma onda de 24 metros. Em 2018, ela voltou às águas para encarar 21 metros e entrar para o Guinness Book.
O DILEMA DO QUASE
A pessoa traça uma meta e vislumbra uma oportunidade. É aquela que almeja uma promoção no trabalho, que programa suas sonhas férias, que renova as esperanças pela vaga de emprego após mais uma entrevista.
Mas aí vem a estagnação no posto de trabalho, um imprevisto que muda os planos de última hora, e mais um ‘não’ para a lista. A esperança de que tudo iria se ajeitar, como diria Chico Buarque, pode esquecer.
É deste dilema do quase que se alimenta a frustração. A pessoa gera expectativas, por vezes maiores do que a própria realidade pode prover, e se vê diante de uma situação cuja existência não foi além do que projetou, na sua cabeça.
Não bastasse a desilusão, há possíveis consequências psicológicas e até físicas. A tristeza pode desencadear a depressão e seu ‘pacote’ de reflexos ao corpo – dores, úlceras e tumores – prostrando a pessoa.
BOLA PRA FRENTE
Diante das frustrações da vida – que não são poucas, e ainda virão – resta assimilar o momento e superá-lo. É importante contar com o apoio de um(a) profissional – psicólogo(a), terapeuta, etc – neste processo.
A Psicologia orienta caminhos para que as frustrações sejam superadas, consideradas as circunstâncias das experiências de cada um(a) – a perda de um emprego, da luta contra uma doença, um desencontro amoroso, entre tantas outras.
A orientação comum é pela aceitação dos fatos que se põem e aprender a interpretá-lo à luz da realidade da vida. E, claro, acautelar-se na geração de expectativas, ciente da possibilidade de que o inesperado ou inevitável aconteça.
Por isso, a importância de se estabelecer metas, planos e projetos que sejam mais ‘realistas’, sempre atento ao que seja mais importante. Se não alcançar o desejado, ok. Nunca é tempo para desistir de si.
