Fim de carreira: o que fazer até que chegue a hora de pendurar as chuteiras

Entrevistado ao final de mais uma vitória, em partida nesta quarta-feira (7), o volante Felipe Melo, do Palmeiras, afirmou ainda aguardar uma resposta da presidência do clube quanto à sua renovação de contrato ou não.

A manifestação do mandatário alviverde não tardou. Nesta quinta (8), Maurício Galiotte, confirmou o que já teria determinado que chegasse até o jogador: o contrato do ‘Pitbull’, a vencer em dezembro, não deve ser renovado.

Galiotte deixa o comando do clube antes que o vínculo profissional de Felipe Melo expire formalmente com o Verdão. O novo presidente, se quiser, pode reformar a decisão. Mas, aos 38 anos, jogador já sabe: o seu ciclo nos gramados está no fim.

Ou seja: independentemente da posição oficial final do clube, o jogador, que iniciou sua carreira em 1991, no Volta Redonda (RJ), e chegou até a seleção brasileira, sabe que está próximo de pendurar as chuteiras.

Seja no futebol ou em tantas outras carreiras profissionais, esse momento chega para todos(as) que, a certa altura da vida, entendem já ter entregado sua contribuição àquela atividade à qual se dedicaram por tantos anos.

ANTES DO FIM

Ao longo da carreira, é importante que se planeje o tempo de parar. Isso se faz necessário apesar da todas as imprevisibilidades – uma demissão ou mesmo uma mudança abrupta provocada por um acidente ou pela morte.

O profissional precisa saber como e para onde vai. No caso do futebol, tem sido cada vez mais comum a figura de agentes ou de coaches que auxiliam os atletas na gestão de carreiras do início ao fim.

Esse tipo de mentoria orienta os jogadores buscarem a melhor performance nos campos pessoal e de investimentos para que sejam pessoas bem sucedidas e preparadas quando a bola parar de rolar.

Este acompanhamento não é restrito, evidentemente, apenas aos profissionais do esporte. Qualquer outro que queira planejar sua carreira – dos empregados aos patrões – pode recorrer a especialistas no assunto.

ALÉM DO FIM

O anúncio do fim de uma carreira costuma ser associado à aposentadoria. Mas, nem sempre é assim. Há quem até continue ativo, apesar da idade, seja por necessidade ou, em alguns casos, pela oportunidade de continuar.

Há ex-jogadores, por exemplo, que seguem do lado de fora das quadras e gramados, agora como treinadores, dirigentes ou empresários. Neste caso, ‘esticam’ uma nova carreira sem ter que deixar o ambiente pelo qual trabalharam por anos.

Profissionais veteranos podem servir sua experiência ao mercado. São os consultores, que prestam serviços de orientação técnica e prática de suas áreas, sem deixar de acompanhar as inovações que surjam com o tempo.

Outra possiblidade é o início de uma nova carreira, mesmo que na Terceira Idade. O ingresso de alunos com idade superior aos 60 anos nas faculdades brasileiras é um exemplo desta busca por novos horizontes e profissões.

Webert Oliveira
Sou um autor por escolha, curioso, especializado em transformar fatos e histórias inusitadas em narrativas cativantes. Com formação em Letras, gosto de combinar pesquisa rigorosa com um estilo envolvente, buscando não só informar, mas também inspirar a curiosidade de meus leitores sobre o mundo.
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