#fatooufake: fantasmas voltam a arrepiar as memórias de ‘Constantine’

Ator reaparece na mídia com relato de visão de alma penada. E você, acredita em espíritos malignos e histórias horripilantes?

Relatos de celebridades como Keanu Reeves sobre supostos encontros com fantasmas reavivam o debate entre a crenca popular e as explicacoes cientificas para fenomenos considerados sobrenaturais.

O ator Keanu Reeves voltou a assombrar seus fãs nesta semana ao levantar das catacumbas de suas aparições midiáticas uma entrevista concedida a um programa de TV, em 2014, em que relatou uma experiência supostamente paranormal.

Conhecido por interpretar o estranho ‘caçador de fantasmas’ do universo da DC Comics, John Constantine, em Constatine (2005), o ator afirma ter se encontrado pessoalmente com um, na vida real. “Não tinha corpo, nem cabeça”, descreveu.

Em 2010, a cantora Lady Gaga afirmou estar sendo perseguida por uma entidade – Ryan, segundo teria se identificado o ‘ghost’. Ela chegou a organizar uma sessão espírita para se livrar da tal alma penada.

VADE RETRO!

O ‘relato’ de contatos com seres do além é algo que se encontra a qualquer tempo e lugar. As declarações de famosos apenas redimensionam histórias contadas diariamente por uma multidão de anônimos ‘videntes’.

Em comum, os(as) ‘avistados’ são pessoas já falecidas envolvidas em crimes bárbaros e/ou tragédias, ou supostos demônios mesmo, dispostos a endiabrar a vida de suas vítimas, transformando-as em um inferno.

A ‘veracidade’ das histórias fantasmagóricas dependem muito de quem a interpreta. Enquanto algumas religiões as endossam, a ciência torce o nariz. Enquanto se exorciza aqui, duvida-se acolá. E a realidade, mesmo, fica no limbo das narrativas.

RELIGIÃO X CIÊNCIA

Em meio a esta horripilante disputa de teses, religiosos e cientistas declinam suas visões acerca dos fenômenos normalmente relacionados à suposta presença de indesejados espíritos – sejam quais forem.

Os vultos, por exemplo. A Neurologia os relacionam com a aura cerebral, comum durante enxaquecas. Se você estiver ouvindo vozes, vá ao médico: pode ser depressão, quadro bipolar ou até esquizofrenia. É o que diz a Psiquiatria.

Sentiu um arrepio? Mera queda brusca de temperatura, esfria a Ciência. As explicações espirituais de algumas crenças costumam relacionar quase tudo ao encardido. O remédio aqui é o descarrego.

LENDAS URBANAS

Mais afeitos à espetacularização que a explicação das coisas, os pobres mortais acabam enfeitiçados à toda sorte de interpretações e fantasias, representadas coletivamente pela figura da lenda urbana.

Tem de tudo um pouco. É o lobisomem, a menina do espelho, a boneca enfeitiçada (a da Xuxa, por exemplo), o quadro do menino chorão, o fantasma da loja de brinquedos, a bruxa do sótão e, claro, a loira do banheiro (esta é hour concour)

A lista é longa e conta com algumas variações e outras lendas inspiradas em histórias locais ou regionais. Ainda contadas em rodas de conversa, elas agora arrepiam pela velocidade de compartilhamento pelas redes sociais.

OUTROS FAMOSOS QUE JÁ CONTARAM HISTÓRIAS PARECIDAS

Keanu Reeves e Lady Gaga não estão sozinhos nessa lista. Ao longo dos anos, diversas celebridades relataram experiências que classificaram como sobrenaturais, de vozes ouvidas em bastidores de filmes a objetos que se movem sozinhos em quartos de hotel durante turnês.

Esse tipo de relato costuma ganhar força justamente por vir de figuras públicas, que têm alcance suficiente para transformar uma experiência pessoal em assunto de conversa mundial da noite para o dia, ainda que a maioria desses casos nunca chegue perto de qualquer comprovação científica.

POR QUE ESSAS HISTÓRIAS FAZEM TANTO SUCESSO

Parte da explicação está na própria curiosidade humana pelo desconhecido. Filmes, séries e podcasts de terror seguem entre os conteúdos mais consumidos em plataformas de streaming justamente porque brincam com esse limite entre o que pode e o que não pode ser explicado pela ciência.

Pesquisadores de comunicação apontam ainda que relatos de fantasmas contados por celebridades circulam mais rápido nas redes sociais do que qualquer outro tipo de notícia relacionada a elas, porque misturam fama, mistério e um certo humor, uma combinação quase perfeita para virar assunto do dia.

De todo modo, especialistas em ceticismo científico reforçam que a ausência de qualquer registro comprovável, seja em foto, vídeo ou instrumento de medição, continua sendo o maior obstáculo para que qualquer relato desse tipo deixe de ser apenas uma boa história para se tornar um fato verificado.

E SE….?

Pode acontecer – vai saber, por motivos insondáveis – que hora ou outra você se depare com imagens, sons ou situações que remetam a acreditar que possam ter sido provocados por algum espírito mal criado.

A reação depende da (não) crença de cada um. Enquanto um cristão, por exemplo, possa recorrer à intervenção de um padre ou pastor, um ateu pode preferir ignorar ou consultar um psiquiatra.

Existentes ou não, os espíritos malignos estão aí nas histórias, na imaginação popular, nos filmes de terror, etc, à espreita da próxima vítima para aterrorizar e manter a fama na realidade de cada dia. Só Deus na causa.

QUANDO PROCURAR AJUDA PROFISSIONAL

Especialistas em saúde mental reforçam que sensações de medo, insônia ou ansiedade ligadas a esse tipo de crença merecem atenção quando começam a interferir na rotina, no sono ou nas relações pessoais. Nesses casos, o caminho mais indicado deixa de ser a busca por explicações sobrenaturais e passa a ser uma conversa franca com um psicólogo ou psiquiatra, capaz de investigar a origem real do desconforto.

Já quem lida bem com esse tipo de história tende a tratá-la como entretenimento, algo para compartilhar entre amigos ou discutir em uma roda de conversa, sem que isso afete o dia a dia. No fim, a linha entre susto divertido e desconforto real é bem pessoal, e cada um sabe até onde vale a pena ir atrás desse tipo de mistério.

Ricardo Almeida
Bem-vindo! Sou Ricardo, e neste espaço, minha paixão por futebol, o universo do esporte e as nuances da política se transformam em análises e discussões. Venha falar comigo os temas que moldam o Brasil.
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