#EleNão: Chuck reaparece em série para brincar com seu medo de novo

Terror de gerações, boneco assassino é o presente da Star+, da Disney, para um mundo de pesadelos

Chucky voltou a aterrorizar em uma nova série do Star+, resgatando a franquia do boneco assassino e reacendendo a rivalidade com outros vilões de pano do cinema de terror.

Encaixotado desde 2019, quando aterrorizou nas telonas pela última vez, Chucky reapareceu nesta quarta-feira (27), nas telas e nos dispositivos móveis, agora em uma série do mesmo nome na Star+, plataforma de streaming da Disney.

O ‘Boneco Assassino’ ainda voltará a cometer seus crimes nos episódios agendados para os dias 3, 10, 17 e 24 de novembro e 1º, 8, 15, 22 e 25 de dezembro, quando será exibido o final desta temporada.

Lançada às vésperas da tradicional data horripilante do ‘Dia das Bruxas’ – 31 de Outubro, no próximo domingo – a série foi lançada pelo canal Syfy, nos Estados Unidos, em pleno e lúdico 12 de Outubro, o ‘Dia das Crianças’.

Nada recomendável aos pequenos, aliás, a nova aparição de Chucky segue o roteiro de sempre: comprado como presente, é levado para uma casa onde recomeça sua sina como um serial killer de plástico, pano e maldade.

FILMOGRAFIA

É justamente sua fama de mal que arrasta uma legião de fãs. A começar por aqueles que assistiram as primeiras facadas do ‘Boneco Assassino’, em 1988, e depois nas continuações em 1990 (‘2’) e 1991 (‘3’).

Ele voltaria às telonas em 1998. Desta vez, muito mal acompanhado em ‘A Noiva de Chucky’. Em 2004, até se ‘reproduziu’ em ‘O Filho de Chucky’ e tocou o terror de novo em ‘A Maldição de Chuck’, em 2013 e ‘O Culto de Chucky’, em 2017.

Aliás, é deste sétimo filme da franquia – e não o último, de 2019 – a linha mestra da trama para a série da Star+. A direção é de Don Mancini, criador do boneco e que só não esteve à frente exatamente da derradeira película.

Estima-se que as bilheterias – do original às suas sequências – e ainda todos os produtos audiovisuais e licenciados de ‘Chucky’ já tenham arrecadado algo em torno dos US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão).

QUEM É O ATOR POR TRÁS DA VOZ DE CHUCKY

Grande parte do sucesso do personagem se deve à interpretação vocal de Brad Dourif, ator responsável por dar vida a Chucky desde o primeiro filme, em 1988. A entonação irônica e ao mesmo tempo ameaçadora criada por Dourif se tornou uma marca registrada da franquia, reconhecida instantaneamente por fãs de terror ao redor do mundo, mesmo décadas depois do lançamento original.

Na nova série do Star+, Dourif retorna para emprestar novamente sua voz ao boneco, mantendo a continuidade que sempre foi um dos pontos fortes da franquia, diferente de outros clássicos do terror que trocaram atores e vozes ao longo dos anos, o que costuma gerar resistência entre os fãs mais fiéis.

ELEMENTOS QUE A NOVA SÉRIE PROMETE TRAZER

Diferente dos filmes mais recentes da franquia, a série da Star+ resgata elementos da mitologia original criada por Don Mancini, incluindo a explicação sobrenatural para a maldição do boneco, ligada a rituais de vodu, que havia sido deixada de lado no reboot de 2019. Essa escolha agradou boa parte da base de fãs, que criticava a nova versão justamente por abandonar essa característica marcante da saga original.

A série também aposta em personagens adolescentes como protagonistas, seguindo uma fórmula comum em produções recentes de terror voltadas ao público jovem adulto, misturando o humor ácido característico de Chucky com temas atuais, como bullying e relações familiares conturbadas, dentro do contexto de uma cidade pequena onde o mal decide se instalar.

A RECEPÇÃO DO PÚBLICO E DA CRÍTICA

Desde o lançamento nos Estados Unidos, a série Chucky vem recebendo boa recepção tanto do público quanto da crítica especializada, que destaca o equilíbrio entre o humor ácido característico da franquia e cenas de terror mais elaboradas do que as vistas nos últimos filmes solo do boneco. Sites especializados em cultura pop apontam a série como uma das melhores adaptações televisivas de um clássico do terror lançadas nos últimos anos.

Além da qualidade técnica, a repercussão nas redes sociais tem sido positiva, com fãs antigos da franquia comemorando o retorno de elementos que consideravam essenciais para a identidade do personagem, além de elogiarem a atuação do elenco jovem escolhido para os papéis principais ao lado do já consagrado Brad Dourif.

ELE NÃO ESTÁ SOZINHO…

Chucky reaparece em um mundo de terror marcado pela presença de, digamos, concorrentes de pano. A principal é Annabelle, que já deu o ar de sua (des)graça pela 1ª vez em 2014 e depois em 2019 (‘A Criação do Mal’) e 2019 (‘De Volta Para Casa’).

A boneca, aliás, é inspirada em uma versão original supostamente ‘endiabrada’ guardada em uma caixa de vidro de um museu de ocultismo criado pelos investigadores de fenômenos paranormais Ed Warren (1926-2006) e Lorraine Warren (1927-2019).

Vestido de smoking e gravata vermelha, o boneco Billy provocou muitos em ‘Gritos Mortais’ (2007), a exemplo de seu homônimo em ‘Jogos Mortais’ (2004). Quem não se segurou na poltrona com o palhaço diabólico Der Klown em ‘Krampus: O Terror do Natal’ (2015).

Muito antes de ‘It – A Coisa’ (2017), que não é um boneco, outro palhaço fez muita criança fazer xixi na cama, ainda nos anos 1980, em ‘Poltergeist – O Fenômeno’ (1982). As figuras de bruxas completam a lista nos filmes de Halloween.

Ricardo Almeida
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