#Perigo: Cuidado para não confundir alimento com veneno para sua mesa

Confira algumas dicas essenciais para que suas compras no supermercado não carreguem o dissabor da intoxicação alimentar

Saiba como escolher peixe e alimentos perecíveis para evitar contaminações e garantir produtos frescos e seguros

Resumo: após um caso de contaminação em peixe vendido por um hipermercado em Santos (SP), veja como identificar sinais de irregularidade em pescados, hortifrútis e enlatados antes de levar o produto para casa, e a quem recorrer em caso de problema.

O que seria um saboroso jantar com salmão à mesa poderia ter terminado até em uma tragédia familiar, em Santos (SP). Motivo: o peixe, vendido por um hipermercado, estaria contaminado por formol, letal para seres humanos.

O cliente registrou boletim de ocorrência e submeteu o produto a um exame toxicológico, que teria apontado a presença da substância inapropriada. O hipermercado se comprometer a colaborar no esclarecimento do ocorrido.

O episódio reacende a luz de alerta na hora de escolher produtos pescados, frescos ou embalados (como foi o caso deste salmão), além de muitos outros produtos perecíveis em prateleiras, bancas e gôndolas.

Neste post, Edgital orienta sobre o que você deve checar antes de adquirir sua mercadoria e a quem deve recorrer se notar que está sendo enganado. Ninguém merece pagar para ser enganado – ou até morto(a).

PEIXES

Citado no início, o pescado encabeça nossas recomendações. É o tipo de produto que se pode comprar congelado ou fresco, seja em supermercados ou feiras livres. Há algumas particularidades em cada caso.

Para começar, a embalagem precisa estar lacrada e não conter gelo solto (sinal de descongelamento). Por outro lado, repare se peça: se estiver amarelada, é sinal desidratação ou até de início de putrefação. Não compre.

Na dúvida, não compre. Prefira os frescos, que podem ser encontrados diretamente com o pescador, por exemplo, ou mesmo no supermercado. Neste caso é importante fazer um minucioso check list.

  • Pele: brilhante, sem manchas ou perfurações
  • Escamas: firmes sobre uma pele úmida
  • Olhos: brilhantes. Não podem estar fundos ou embranquecidos.
  • Carne: fresca e com textura firme.
  • Cheiro: odor próprio, não repulsivo

HORTIFRUTIS

Tão perecíveis quando os pescados são os hortifrútis. Verduras, legumes e frutas precisam ser cuidadosamente observados antes de serem adicionados à sacolinha plástica para pesar ou mesmo ao carrinho. Confira algumas dicas:

  • Verduras: Evite as folhas murchas ou amareladas. Se as flores dos brócolis estiverem abertas, é sinal que o produto já não é tão fresco assim. Se escolher a alface americana, que a seja a verde mais clara.
  • Legumes: Cebola não pode ter manchas, nem pontos moles. Evite a batata que tenha pontinhos verdes e o tomate com buraquinhos. A couve-flor não pode ser amarelada e para o quiabo serve a velha dica: a ponta quebrou ao apertar, pode levar.
  • Frutas: Escolha os cítricos com casca mais lisas – é sinal de mais sumo. Balance o maracujá para comprovar a quantidade de polpa. Mangas, melancias, melões e pêssegos não podem estar moles ou com furos.

ENLATADOS

Símbolos da vida pós-moderna, os produtos enlatados carregam consigo a mensagem da praticidade na preparação dos alimentos. Não por acaso podem ser verificados em muitas prateleiras. O que você precisa considerar:

  • Data de validade: Além do preço, nunca esqueça de observar. Não compre produtos vencidos.
  • Integridade: Evite comprar latas amassadas. Não caia na história do ‘pagar mais barato’.
  • Informações: Para estar enlatado, é preciso ter conservantes. Leia o que vai ingerir.
  • Praticidade: Prefira, se possível, produtos que facilitem sua abertura. Ou, utilize o abridor.
  • Higiene: Se estiver suja no mercado, nem compre. Ao comprar, lave com esponja em casa

CARNES E LATICÍNIOS

Carnes vermelhas, aves e laticínios completam a lista de produtos que exigem atenção redobrada no momento da compra, já que são altamente perecíveis e podem se tornar meio de proliferação de bactérias como salmonela e listeria quando mal conservados.

Ao comprar carne, observe a cor: deve ser vermelha viva, sem manchas escuras ou esverdeadas, e sem excesso de líquido acumulado na bandeja. O frango deve ter pele firme e rosada, nunca amarelada ou com cheiro forte. Já os laticínios, como queijos, iogurtes e leite, precisam estar sempre refrigerados na loja, com embalagem intacta e prazo de validade confortável, nunca no limite.

Fique atento também à temperatura das geladeiras e freezers do estabelecimento. Produtos armazenados fora da faixa de refrigeração adequada perdem qualidade rapidamente e representam risco real à saúde, mesmo que a validade impressa na embalagem ainda esteja em dia.

DICAS PARA ARMAZENAR EM CASA

De nada vale escolher bem no mercado se o cuidado não continuar em casa. Ao chegar da compra, separe primeiro os itens perecíveis e guarde-os na geladeira ou freezer, deixando os produtos de despensa para o final da organização.

Peixes e carnes devem ser consumidos ou congelados rapidamente, de preferência no mesmo dia da compra. Hortifrútis se conservam melhor quando lavados apenas na hora do preparo, e não logo após a compra, já que a umidade acelera o apodrecimento. Enlatados, depois de abertos, devem ser transferidos para potes de vidro ou plástico e refrigerados, nunca guardados na própria lata.

A QUEM RECORRER

Caso o consumidor encontre qualquer irregularidade em algum produto adquirido e/ou consumido deve comunicar imediatamente a loja e, se for o caso, a empresa, através do contato que esteja na embalagem.

É importante ter o produto em mãos para comprovar a suposta irregularidade. O Código de Defesa do Consumidor determina que o cliente receba outro produto semelhante ou receba seu dinheiro de volta.

Se não houver, o cliente deve acionar o Procon, que intermediará o conflito a partir de então. A depender do caso, como o citado no início deste post, é preciso até registrar Boletim de Ocorrência. Enganar o consumidor é crime.

Ricardo Almeida
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