Ciro antecipa-se como ‘3ª via’ enquanto mercado procura opção a Lula e Bolsonaro

“Com 40 anos de vida pública, Ciro Gomes já foi deputado, prefeito, governador e ministro sem nunca ter tido seu nome associado à roubalheira. Pai, avô, chega aos 60 anos com o preparo, a firmeza, a experiência e a honestidade que o Brasil precisa”.

É com esta breve biografia digital política, associada a uma reputação ilibada e o desfile de adjetivos genéricos e pré-eleitorais que o paulista de Pindamonhangaba radicado na vida pública nordestina recomenda-se, desde já, como ‘3ª Via’ para as eleições presidenciais de 2022.

Derrotado duas vezes, em 1998 e 2002, Ciro Gomes (PDT) já conta com alguém que venceu no time. Não se trata de ninguém do PT, PSDB ou muito menos do PSL. A primeira coligação do ‘recandidato’ é com o marqueteiro político João Santana.

O jornalista, investigado pela Lava-Jato por supostos desvios de R$ 7 milhões via Odebrecht, fez Lula (PT) reeleito em 2006, apesar do escândalo do mensalão e convenceu o eleitorado a substituí-lo por Dilma Roussef (PT), em 2010, e reelegê-la, quatro anos depois.

POLARIZAÇÃO

Por ora, além de Ciro Gomes, dois potenciais pré-candidatos polarizam o cenário eleitoral para 2022. Declarado opositor à reeleição em tempos de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) só aguarda a filiação na nova legenda para se contradizer oficialmente.

Do outro lado está Lula. De volta à cena eleitoral após a recuperação de seus direitos políticos por decisão monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente só não será o candidato se a mesma Justiça o colocou no páreo barrá-lo novamente.

A eventual disputa Bolsonaro-Lula repetiria a polarização eleitoral presidencial que tem se repetido no país desde os anos 1990, sobretudo entre os candidatos do PSDB e do próprio PT, que chefiaram o Executivo nacional até a interinidade de Michel Temer.

3ª VIA

Enquanto Ciro Gomes (PDT) ensaia sua pré-candidatura, o mercado ainda procura uma 3ª Via de sua preferência. O pedetista, que milita na centro-esquerda, não é bem o que as forças econômicas desejam para o país. A busca é por alguém de centro, refratário a Lula e Bolsonaro.

Estão no radar nomes como os dos governadores tucanos João Dória, de São Paulo e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; do apresentador global Luciano Hulk (sem partido), e dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (Democratas) e Sério Moro.

A corrida presidencial ainda deve contar com coadjuvantes como os ex-candidatos João Amoêdo (Partido Novo), Marina Silva (Rede Sustentabilidade), entre outros de menor expressão nacional, lançados apenas para propagandear ideologias e partidos menores.

Ricardo Almeida
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