Após pressão do Congresso, Bolsonaro afirma volta do auxílio emergencial

Apesar de ter afirmado em janeiro deste ano que um novo auxílio emergencial quebraria o Brasil, Bolsonaro e sua equipe econômica liderada por Paulo Guedes se renderam à demanda popular e à pressão do Congresso Nacional e confirmou a liberação da verba para a população.

Ainda sem muitos detalhes sobre valores, mas o presidente afirmou que o auxílio deverá iniciar-se em março e terá duração de 4 meses. “Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza – pode não ser – a partir de março, (por) três, quatro meses”, disse Bolsonaro em evento no Maranhão. 

No início da semana, bastidores do Palácio do Planalto disseram que, por não saber de onde o dinheiro para o auxílio sairia, que provavelmente seria preciso a criação de um novo imposto, como a volta do CPMF. Entretanto, o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), solicitou a Paulo Guedes que ele e sua equipe estudassem um jeito de voltar com o auxílio sem cobrar mais uma tributação para a população. 

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também fez essa solicitação a Paulo Guedes. Segundo Lira, era importante que o Ministério da Economia arrumasse uma saída viável para voltar com o auxílio emergencial. 

Apesar de ainda não haver confirmação, Guedes afirmou que aceitaria uma parcela de R$200, mas com a criação de um novo imposto. Entretanto, o governo ainda não confirmou valores. 

Bolsonaro defende que população volte a trabalhar

Mesmo tendo ultrapassado a marca de 230.000 mortes no Brasil por decorrência da doença, Bolsonaro segue pedindo à população que saia de casa para poder trabalhar. Entretanto, o presidente desconsidera, além das recomendações da OMS, o fato de que no Brasil há mais de 14 milhões de desempregados.  

O presidente afirmou que é necessário que somente os idosos e as pessoas que possuem comorbidades fiquem em casa e que o resto deveria voltar a trabalhar. “Agora, não basta apenas conceder mais um período de auxílio emergencial, o comércio tem que voltar a funcionar, tem que acabar com essa história de ‘fecha tudo”, disse.

Ricardo Almeida
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