#ForçaAna: Que a queda de idosos não sintonize mais você nas estatísticas
Apresentamos os fatores de risco e como se prevenir de tombos para garantir uma vida ainda mais longa na ‘Melhor Idade’

A apresentadora Ana Maria Braga, da TV Globo, seguia internada na manhã desta segunda-feira (25) no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde permanecia em observação, por orientação médica.
Segundo informou a assessoria de imprensa pessoal, a global estava na cozinha quando escorregou e caiu. Por ter batido a cabeça no chão, foi hospitalizada e submetida a uma tomografia de crânio.
A apresentadora estava “muito bem”, segundo informaram os repórteres Fabrício Battaglini e Talitha Morete, que a substituíram na apresentação do ‘Mais Você’ nesta segunda-feira (25). “A Ana não fraturou nada e nem se cortou”, frisaram.
Até a publicação deste post, havia previsão de que Ana Maria Braga recebesse alta hospitalar ao final da tarde desta segunda (25). Novas informações sobre seu estado de saúde seriam comunicadas por sua assessoria.
FATORES DE RISCO
O incidente envolvendo Ana Maria Braga recolocou em evidência o risco de quedas envolvendo idosos – a apresentadora tem 72 anos. Dados publicados em 2021 sobre o assunto revelam uma realidade preocupante.
A cada três pessoas com mais de 65 anos – idade a partir da qual, já se caracteriza a fase idosa da vida humana – pelo menos uma sofre pelo menos uma queda ao ano, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).
Estudos desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP) informam ainda que quase duas a cada dez idosos convivem com quedas frequentes, o que amplia o risco de ferimentos, lesões mais graves e internações.
Relatório da Organização Mundial da Saúde divulgado em 2010 apontava como principais fatores para quedas de idosos o declínio das capacidades físicas e mentais, efeitos provocados pelo uso de múltiplos medicamentos e superfícies escorregadias.
COMO PREVENIR
A vulnerabilidade dos idosos a quedas impõe a necessidade de medidas preventivas para provê-los de segurança e, por consequência, de preservação à autonomia da própria mobilidade, quando possível.
Os cuidados começam pelo ambiente onde o idoso vive, seja sua própria casa, uma instituição ou mesmo o ambiente de trabalho. O caminho precisa estar livre de pisos escorregadios, molhados ou obstáculos (de tapetes a degraus).
Se for preciso (ou obrigatório, a depender do lugar), instale barras de apoio não apenas no banheiro, mas onde for necessário para ficar ao alcance fácil das mãos no caso de um desequilíbrio qualquer.
Os acessos comuns e aos cômodos precisam estar livres e com acesso fácil e rápido para iluminação – inclusive de uma lanterna. É importante que o(a) idoso(a) tenha um celular consigo o tempo todo para ligar caso necessite de socorro.
VIDA MAIS LONGA
As medidas preventivas contra quedas são importantes para preservar a expectativa de vida do brasileiro que tem aumentado cada vez mais. A dos homens é de 72,8 anos e a das mulheres, de 79,9 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados são referentes a 2018. Para efeito de comparação, segundo a mesma fonte, o brasileiro vivia, em média, 45,5 anos na década de 1940. Apenas os idosos com mais de 80 anos chegam a 4,2 milhões atualmente no Brasil.
À medida que vive mais, a população acaba por exigir cuidados específicos para a idade, como se pode observar nos serviços de saúde, de entretenimento (turismo, gastronomia, etc) e acolhimento inseridos neste mercado.
Por isso a necessidade de se proteger os passos para se chegar cada vez mais longe na caminhada da vida para que a ‘Melhor Idade’ possa proporcionar experiências inesquecíveis por muito tempo ainda.
