Vai dar praia? Saiba como se proteger para garantir um passeio seguro

As temperaturas seguem abaixo dos 10°C, principalmente no Sul do Brasil, após a chegada de mais uma frente fria que arrastou a região Sudeste o rigor da estação. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Brasil acima, as máximas desta quarta-feira (21) alcançariam até os 35°C em Teresina (PI) ou pelo menos 29°C em Natal (RN), 28°C em Aracaju (SE), 27°C em Maceió (AL) e Salvador (BA) e 26°C em Recife (PE).
Ou seja: enquanto os sulistas seguem debaixo do cobertor, os nordestinos podem se dar ao luxo até de pegar uma praia – a depender das condições impostas em cada capital litorânea por conta da pandemia.
Em muitas cidades, o período coincide com o fim do recesso escolar – ou a pré-retomada das aulas presenciais – o que estimula uma ‘esticada’ maior do tempo em banhos de mar, sozinho (a), em família ou entre amigos.
Seja qual for tempo, é importante estar atento(a) a alguns cuidados para que o passeio não se transforme em um pesadelo. Listamos abaixo alguns que não devem ser ignorados para que todos voltem para casa sãos e seguros.
1 – Sol sim, queimadura não
Esteja sob sol ou nuvens, é importante proteger a pele com o uso de cremes e hidratantes. A recomendação padrão é que a exposição aos raios solares seja até as 10 horas ou após as 16 horas, quando estão mais amenos.
É muito comum, no entanto, os banhos de mar em horários de pico do sol. Em excesso, este tipo de exposição provoca insolação, caracterizada por dores de cabeça, tonturas, enjoos e vômito. Neste caso, é necessário repouso e hidratação.
2 – Evite o consumo de bebidas alcoólicas
A combinação entre praia e bebidas alcóolicas é um hábito comum do brasileiro. A cervejinha gelada, no entanto, esconde uma realidade por detrás da saciedade: a desidratação. A melhor opção é a água, pura ou em sucos.
O excesso de consumo leva à embriaguez, que não combina com banhos de mar, rios ou mesmo de piscinas. A inibição provocada pela bebida alcoólica induz ao risco de afogamentos e mortes.
3 – Cuidado com as crianças
Além dos(as) alcoolizados(as), outra vítima comum nas praias são as crianças e adolescentes. Principalmente quando estão desacompanhadas e se aventuram em se banhar em locais cujo acesso não é permitido.
Crianças até 12 anos e pré-adolescentes precisam ser monitorados o tempo, seja no acesso à água ou mesmo nos cuidados com alimentação, hidratação e proteção solar. É fundamental nunca deixá-las sozinhas.
4 – Respeite as restrições
Nem todas as praias são próprias para banho. Um dos principais motivos é a má qualidade da água devido o despejo de esgoto. Aventurar-se nestes espaços é um convite para contaminação de várias doenças.
Outro alerta a ser respeitado é o de alerta ao ataque de tubarões. É a realidade, por exemplo, de várias praias em Pernambuco, onde têm sido comuns estes tipos de ocorrência, inclusive pela negligência dos próprios banhistas.
5 – Proteja seu PET
A companhia de seu(sua) melhor amigo(a) – seja um cãozinho ou até um gato – pode deixar o passeio na praia mais divertido. É importante, no entanto, seguir alguns cuidados para a segurança do bicho:
1 – Certifique-se que o local permite o acesso a PETs.
2 – Esteja com a carteirinha do veterinário em dia
3 – Identifique-o(a) na coleira. Vai que ele(a) some!
4 – Passe o protetor solar. Sim, há produtos específicos para a bicharada
5 – Leve o lanchinho, a água e não se esqueça de recolher os dejetos
6 – Evite expor o animal a altas temperaturas
7 – Não permite que tenha acesso ao lixo, inclusive o deixado na areia
8 – Ao voltar para casa, dê um banho no seu animalzinho
6 – Use colete salva-vidas
Os banhos de rio ou mar são arriscados para quem não sabe nadar. Nesta condição, de duas, uma: só avance até onde a água bate na cintura ou, se preferir, recorra ao uso de um colete salva-vidas. Não há idade para se proteger a própria vida.
O uso do equipamento é obrigatório caso você faça um passeio de moto náutica, sobre infláveis, ou mesmo de barco, saiba nadar ou não. O descumprimento pode acarretar o pagamento de multas – e custar até a própria vida em caso de acidentes.
7 – Fique perto de salva-vidas
Ao estabelecer um lugar para ficar na areia ou nas proximidades da praia, preferia um que esteja o mais próximo possível do posto de atendimento de salva-vidas – ou onde eles passem com mais frequência.
Estes(as) valorosos(as) profissionais são os(as) sentinelas das águas e estão sempre a postos para salvar ou mesmo para orientar os banhistas sobre riscos e limites. Aptos no atendimento aos primeiros socorros pós-afogamento, eles(as) muitas vezes são a diferença entre a vida e a morte.
8 – Fechou tempo, fim do passeio
Enquanto houver sol, o passeio na praia pode durar, mesmo que debaixo de uma sombra. Se o tempo ‘virar’, no entanto, o melhor a se fazer é recolher as coisas e ir embora. Não se arrisque a nadar, mesmo sob o risco de tempestade.
O principal risco é ser atingido por um raio. Os bombeiros recomendam o recolhimento imediato a ambientes fechados – seja casa, comércio ou carro, sem encostar na lataria. Se estiver em área aberta, agache, e fique de pés juntos até a tempestade passar.
