Com previsão de queda, inflação para abril segue indigesta aos brasileiros

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (27) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de 0,6% referente a abril. A prévia da inflação oficial do país no mês é menor que a de março (0,93%).
Apesar do recuo na variação mensal, a inflação segue indigesta à mesa do brasileiro. A começar pelo café da manhã: os preços do pão francês e do leite longa vida variaram 1,73% e 1,75%, respectivamente, na comparação com março, segundo o IBGE.
O bife do almoço também abocanhou um pouco mais a receita do consumidor em abril: 0,61% e subindo. Para quem recorreu a um lanchinho fora de casa a facada da inflação está ainda maior em abril: 1,34%. Se a opção é pela refeição, a fatia é de 0,57% no bolso.
A comida caseira mais cara começa pelo custo da boca do fogão. O preço do botijão subiu 2,49% de março pra cá, mas já acumula alta de 20,22% em apenas um ano. Como alento, o valor do arroz evaporou 1,44% e o da batata-inglesa baixou 5,03%.
Para quem aprecia uma boa sopa, a sugestão do dia é à base de cenoura. O legume está 13,58% mais barato em relação a março. A sobremesa à base de frutas também pode ficar no menu, ao menos por enquanto. Em média, o preço caiu quase 3%.
Do campo à cidade, o transporte ainda carrega o custo da produção brasileira, embora com menor impacto em relação a março. Mesmo assim, os combustíveis ainda registraram média de alta de 4,87% no IPCA-15. A gasolina puxa a fila: 5,49% de reajuste.
MÉDIA NAS CAPITAIS
Os cálculos do IBGE para aferição do IPCA-15 leva em consideração a comparação de preços coletados em vários pontos do país. A metodologia permite ainda uma análise regional em relação às capitais onde os dados são recolhidos pela pesquisa.
Oito das dez regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE apresentam variação acumulada da inflação em dozes meses maior que a do país, hoje de 6,17%. Fortaleza (7,57%), Goiânia (7,15%), Curitiba (6,98%) e Recife (6,93%) e Belo Horizonte (6,76%) encabeçam a lista.
Na sequência do ‘ranking da inflação acumulada’ estão Porto Alegre (6,47%) e Belém (6,52%). Abaixo da média nacional estão Salvador (5,53%), Rio de Janeiro (5,51%), São Paulo (5,46%). Em Brasília, no Distrito Federal, o índice atual é de 6,53%.
