#Sinceridade: Quantos são seus amigos verdadeiros para sua próxima festa?

Vale contar nos dedos para saber quem são aqueles(as) que você pode ter ao seu lado até para os momentos felizes

Cansado da superfície das amizades? Entenda o valor da verdadeira amizade com o emocionante relato de superação de Maria Clara.

Resumo: a história viral de Maria Clara, que ganhou novos amigos após um convite inesperado, é o ponto de partida para refletir sobre o que diferencia uma amizade verdadeira de uma multidão de conhecidos.

Pela primeira vez na vida, a estudante Maria Clara Medeiros, de Belo Horizonte (MG), recebeu tantas mensagens em suas redes sociais com cumprimentos pelos seus 26 anos, completados no último domingo (12).

“Eu não ‘tô’ conseguindo responder todo mundo no privado. É cada mensagem linda que eu ‘tô’ recebendo. Poxa, ‘cês’ são muito fofos”, declarou Maria Clara, no Twitter. “’Tô’ tentando responder todo mundo com mesmo carinho”.

Um reconhecimento virtual inesperado para quem não contou com a presença física de nenhum dos supostos amigos que havia convidado para seu aniversário. Os parabéns foram cantados apenas por ela, seus pais e uma vizinha “que chegou depois”.

Situações como esta nos leva a refletir, neste post, sobre quem são nossos verdadeiros amigos – tipo aqueles que não te ignorariam nos momentos difíceis e, muito menos, nos alegres, não é mesmo?

AMIGOS DO PEITO

As verdadeiras amizades costumam ser aquelas que cultivamos desde a tenra infância. Crescem, literalmente, com a gente. Outras, no entanto, são aquelas que conquistamos ao longo de nossa caminhada.

Costuma-se dizer que os amigos verdadeiros se contam nos dedos das mãos. Sejam poucos ou mais, fato é que para serem classificados como tal precisar ter uma relação de proximidade que outras pessoas do nosso convívio não têm.

É com o(a) amigo(a) que se costuma desabafar e tratar de assuntos da mais restrita intimidade, pois sabemos que ele(a) estará pronto para ouvir e contribuir com opiniões sinceras, sem bajulações.

É a pessoa que nos entende e ama do jeito que somos, com todas nossas qualidades e precariedades e que por isso nos perdoa e acolhe. É alguém que apesar de estar tão longe, sempre se fará presente quando precisarmos.

MULTIDÃO DE SOLITÁRIOS

Nem todo mundo conta com pessoas tão especiais assim na vida, a depender da realidade de cada um(a). Na dúvida, confira quantos ainda visitam seus velhinhos nos asilos ou aqueles que se encontram numa prisão.

São muitos os enclausurados do coração. Não sem motivo. Por vezes, a vida ‘ensina’ a confiança exclusiva em si, ou ‘desaconselha’ o alargamento das relações sociais pela insegurança das convivências.

https://www.youtube.com/watch?v=GWpwJNDo6mk

É como a cena de um ponto de ônibus de uma grande cidade. Milhares compartilham dos mesmos dias, serviços, assentos e caminhos, mas ninguém se ouve, blindado(a) pelos fones da desconfiança comum.

Improvável imaginar que em ambientes públicos, ou mesmo em certos redutos de convivência possa brotar uma sincera amizade. Os motivos, como propomos, são vários, para encorajar a existência de uma multidão de solitários.

OS SINAIS DE UMA AMIZADE VERDADEIRA

Diante de tantas relações superficiais, vale a pena parar e observar alguns sinais que costumam separar um amigo de verdade de um simples conhecido. O primeiro deles é a disponibilidade: amigo de verdade aparece, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando o horário não é o mais conveniente.

Outro sinal importante é a reciprocidade. Uma amizade saudável não pode ser uma via de mão única, onde só um lado sempre pergunta, sempre chama, sempre se esforça para manter o contato. Quando o interesse é mútuo, a relação flui de forma mais natural, sem cobranças constantes.

Por fim, amigos verdadeiros costumam comemorar suas conquistas com a mesma intensidade que dividem suas dificuldades. Não há espaço para invejas disfarçadas de conselhos, nem para comparações silenciosas. Se você tem alguém assim por perto, considere-se uma pessoa de sorte.

REDES SOCIAIS: AMIGO OU INIMIGO DA AMIZADE?

O caso de Maria Clara também levanta um debate interessante sobre o papel das redes sociais nas amizades contemporâneas. Por um lado, plataformas como Twitter, Instagram e WhatsApp aproximaram pessoas que, de outra forma, jamais teriam se conhecido, como ficou evidente no grupo “Cabe mais um”.

Por outro lado, é fácil confundir número de seguidores ou curtidas com qualidade de relacionamento. Muita gente acumula centenas de “amigos” virtuais, mas se sente absolutamente sozinha no dia a dia. O desafio, portanto, não é ter muitos contatos, e sim transformar alguns desses contatos em relações reais, com trocas genuínas fora da tela.

ONDA AFETIVA

Por vezes, no entanto, o afeto pode surgir das ocasiões mais inusitadas. A (até então) solitária história de Maria Clara ganhou espaço nas discussões de um grupo de WhatsApp, cujo nome veio a calhar: “Cabe mais um”.

Não demorou muito e a estudante, antes ignorada, viu-se entre muitos amigos (ainda) virtuais. Uma circunstância, digamos, providencial, possibilitou o primeiro contato dela com sua nova patota digital.

História pra virar um filme: Maria Clara e os novos amigos que conheceu após convite para assistir pré-estreia de ‘Homem-Aranha’. Foto: Twitter/conta pessoal

Entre os participantes do grupo, alguns combinaram de assistir à pré-estreia do novo filme do ‘Homem-Aranha’ no cinema. Uma pessoa não pôde ir. A turma não pensou duas vezes em quem convidar ir junto, com ingresso e tudo.

Ela foi. E registrou o momento com seus novíssimos amigos, claro. Entre suas últimas fotos estão a do pedação de bolo ainda guardado na geladeira. “Tem bolo pra cantar outro parabéns ainda”, escreveu a aniversariante. É, a casa da Maria Clara vai ficar pequena desta vez.

Ricardo Almeida
Bem-vindo! Sou Ricardo, e neste espaço, minha paixão por futebol, o universo do esporte e as nuances da política se transformam em análises e discussões. Venha falar comigo os temas que moldam o Brasil.
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