#Brasileirao: As emoções que restam até o apito final da temporada de futebol
Do título praticamente certo ao Atlético-MG, à luta contra o rebaixamento e a gangorra das divisões de acesso do nacional

A rodada final do Campeonato Brasileiro de 2021 reserva emoções em diferentes frentes: do bicampeonato do Atlético Mineiro à briga desesperada contra o rebaixamento envolvendo Bahia e Grêmio.
A poucos dias do apito final de mais uma temporada marcada pela disputa dentro e fora das quatro linhas contra a pandemia da Covid-19, o Campeonato Brasileiro de futebol ainda reserva algumas emoções em suas rodadas decisivas.
Enquanto o Atlético Mineiro já comemora o bicampeonato após 50 anos à espera apenas da ‘prorrogação matemática’, alguns clubes seguem na disputa pela permanência na elite no futebol nacional em 2022.
Encerrado no fim de semana, a Série B confirmou a última vaga de acesso e as duas que restavam as do descenso. Menos badaladas mais igualmente concorridas, as disputas da ‘C’ e ‘D’ já sabem ‘quem sorriu e quem chorou’.
Entre tantos jogos, gols e emoções, algumas realidades que pincelamos em meio a muitas escritas ao longo deste ano, que revelam a importância de conquistas, campanhas e rivalidades do principal esporte do país.
NA CONTAGEM REGRESSIVA
Depois de vencer o 24º dos 35 jogos que disputou – virada contra o Fluminense, por 2 a 1, diante de um Mineirão lotado – o Atlético Mineiro apenas aguarda que a 36ª confirme o tão aguardo bicampeonato brasileiro.
Bastará que o Flamengo, que acaba de desembarcar com o vice da Libertadores, fique no empate com o Ceará, em casa, nesta terça (30). Caso contrário, restará ao Galo sacramentar de vez a conquista, domingo (5), contra o Bragantino.
O título encerrará um jejum de 50 anos. Primeiro campeão do Brasileirão, em 1971, o Atlético Mineiro foi vice cinco vezes: 1977, 1980, 1999, 2012 e 2015. Nesse meio tempo, o alvinegro mineiro venceu 23 vezes o Mineiro, duas Copas Conmebol (1992 e 1997), um Brasileiro-B (2006), uma Copa do Brasil (2014) e uma Libertadores (2013).
BAIANOS A PERIGO!
Campeão brasileiro de 1988, na geração vitoriosa de Bobô & Cia, o Bahia tenta não repetir os fracassos de 1997, 2003, 2005 e 2014, quando acabou rebaixado. Nesta segunda (29), perdeu para o Atlético-GO – seu concorrente direto –, por 2 a 1.
O Bahia segue à beira do ‘Z-4’, com 40 pontos. O Tricolor de Aço tem apenas mais duas partidas para evitar o pior: domingo (5), contra o Fluminense, na Fonte Nova e dia 9 diante o Fortaleza, no Castelão.
Caso conheça seu 5º rebaixamento, o Bahia não encontrará seu arquirrival Vitória na Série B. O rubro-negro da boa terra caiu (de novo) para a Série C, desta vez como antepenúltimo colocado. Em 2005, foi para a ‘Terceirona’ em 17º.
BAH, SEGUNDA DE NOVO?
O caminho descendente parece ser a sina do Grêmio para sua desesperadora reta final de Brasileirão. Ao menos é que se supõe pelas rodadas e confrontos que restaram ao Tricolor antes de conhecer seu destino.
No próximo domingo (5), vai encarar o Corinthians – o mesmo clube que ‘rebaixou’ para a ‘Segundona’, após empatar no antigo Olímpico, em 2007. O inverso também pode acontecer, na arena alvinegra.
Se sobreviver a este duelo, o Grêmio terá sua última chance de sobrevivência em sua nova e moderna casa, com a força de sua imensa torcida, dia 9. O adversário? Simplesmente o Atlético Mineiro – talvez, já bicampeão.
SOBE E DESCE
A gangorra das divisões de acesso do campeonato nacional é a única certeza dos clubes ao último apito final: os quatro melhores sobem e os quatro piores descem entre as séries A e D, sejam quais forem as camisas.
A exemplo do Vitória, já citado, o Clube do Remo (PA), o Confiança (SE) e o Brasil de Pelotas (RS) seguem para a tabela do Brasileiro-C de 2022. De lá subiram o Ituano (campeão), Criciúma (SC), Novorizontino (SP) e Tombense (MG).
O PESO FINANCEIRO DO REBAIXAMENTO
Para além da emoção dentro de campo, a briga contra o descenso carrega um peso financeiro enorme para os clubes envolvidos. Cair para a Série B significa perder parte relevante da cota de televisionamento, reduzir o interesse de patrocinadores e, muitas vezes, iniciar um processo de renegociação de contratos com atletas que preferem manter a carreira na elite do futebol nacional.
Historicamente, clubes tradicionais que caem para a segunda divisão costumam demorar mais de uma temporada para conseguir o acesso de volta, já que a reconstrução do elenco e da estrutura interna nem sempre acompanha o mesmo ritmo da queda. Por isso, a permanência na Série A não interessa só à torcida: interessa diretamente ao caixa e ao planejamento de médio prazo de qualquer agremiação.
QUEM FICA DE OLHO NA TABELA DE ACESSO
Enquanto os holofotes se concentram no título e no rebaixamento, outra disputa silenciosa acontece nas posições intermediárias da tabela, que definem as vagas para os torneios continentais do ano seguinte. Um Brasileirão bem colocado pode representar, para clubes de tamanho médio, a chance de disputar Libertadores ou Sul-Americana, torneios que ampliam a visibilidade internacional e trazem premiação relevante.
Também vale lembrar que o calendário apertado, somado às exigências físicas de uma temporada disputada em meio à pandemia, deixou marcas visíveis no desempenho de vários elencos ao longo do returno. Recuperar fôlego para a reta final, portanto, também entrou na conta de quem sonhava com vagas internacionais e viu o cansaço físico pesar nas últimas rodadas.
Caíram para a ‘divisão de entrada’ do Brasileiro o Jacupiense (BA), o Oeste (SP), o Santa Cruz (pela 4ª vez) e o Paraná Clube. Galgaram um degrau no cenário nacional o Aparecidense-GO (campeão), o ABC (RN), o Atlético Cearense e o Campinense-PB.
