#Brasileirao: As emoções que restam até o apito final da temporada de futebol
Do título praticamente certo ao Atlético-MG, à luta contra o rebaixamento e a gangorra das divisões de acesso do nacional

A poucos dias do apito final de mais uma temporada marcada pela disputa dentro e fora das quatro linhas contra a pandemia da Covid-19, o Campeonato Brasileiro de futebol ainda reserva algumas emoções em suas rodadas decisivas.
Enquanto o Atlético Mineiro já comemora o bicampeonato após 50 anos à espera apenas da ‘prorrogação matemática’, alguns clubes seguem na disputa pela permanência na elite no futebol nacional em 2022.
Encerrado no fim de semana, a Série B confirmou a última vaga de acesso e as duas que restavam as do descenso. Menos badaladas mais igualmente concorridas, as disputas da ‘C’ e ‘D’ já sabem ‘quem sorriu e quem chorou’.
Entre tantos jogos, gols e emoções, algumas realidades que pincelamos em meio a muitas escritas ao longo deste ano, que revelam a importância de conquistas, campanhas e rivalidades do principal esporte do país.
NA CONTAGEM REGRESSIVA
Depois de vencer o 24º dos 35 jogos que disputou – virada contra o Fluminense, por 2 a 1, diante de um Mineirão lotado – o Atlético Mineiro apenas aguarda que a 36ª confirme o tão aguardo bicampeonato brasileiro.
Bastará que o Flamengo, que acaba de desembarcar com o vice da Libertadores, fique no empate com o Ceará, em casa, nesta terça (30). Caso contrário, restará ao Galo sacramentar de vez a conquista, domingo (5), contra o Bragantino.
O título encerrará um jejum de 50 anos. Primeiro campeão do Brasileirão, em 1971, o Atlético Mineiro foi vice cinco vezes: 1977, 1980, 1999, 2012 e 2015. Nesse meio tempo, o alvinegro mineiro venceu 23 vezes o Mineiro, duas Copas Conmebol (1992 e 1997), um Brasileiro-B (2006), uma Copa do Brasil (2014) e uma Libertadores (2013).
BAIANOS A PERIGO!
Campeão brasileiro de 1988, na geração vitoriosa de Bobô & Cia, o Bahia tenta não repetir os fracassos de 1997, 2003, 2005 e 2014, quando acabou rebaixado. Nesta segunda (29), perdeu para o Atlético-GO – seu concorrente direto –, por 2 a 1.
O Bahia segue à beira do ‘Z-4’, com 40 pontos. O Tricolor de Aço tem apenas mais duas partidas para evitar o pior: domingo (5), contra o Fluminense, na Fonte Nova e dia 9 diante o Fortaleza, no Castelão.
Caso conheça seu 5º rebaixamento, o Bahia não encontrará seu arquirrival Vitória na Série B. O rubro-negro da boa terra caiu (de novo) para a Série C, desta vez como antepenúltimo colocado. Em 2005, foi para a ‘Terceirona’ em 17º.
BAH, SEGUNDA DE NOVO?
O caminho descendente parece ser a sina do Grêmio para sua desesperadora reta final de Brasileirão. Ao menos é que se supõe pelas rodadas e confrontos que restaram ao Tricolor antes de conhecer seu destino.
No próximo domingo (5), vai encarar o Corinthians – o mesmo clube que ‘rebaixou’ para a ‘Segundona’, após empatar no antigo Olímpico, em 2007. O inverso também pode acontecer, na arena alvinegra.
Se sobreviver a este duelo, o Grêmio terá sua última chance de sobrevivência em sua nova e moderna casa, com a força de sua imensa torcida, dia 9. O adversário? Simplesmente o Atlético Mineiro – talvez, já bicampeão.
SOBE E DESCE
A gangorra das divisões de acesso do campeonato nacional é a única certeza dos clubes ao último apito final: os quatro melhores sobem e os quatro piores descem entre as séries A e D, sejam quais forem as camisas.
A exemplo do Vitória, já citado, o Clube do Remo (PA), o Confiança (SE) e o Brasil de Pelotas (RS) seguem para a tabela do Brasileiro-C de 2022. De lá subiram o Ituano (campeão), Criciúma (SC), Novorizontino (SP) e Tombense (MG).
Caíram para a ‘divisão de entrada’ do Brasileiro o Jacupiense (BA), o Oeste (SP), o Santa Cruz (pela 4ª vez) e o Paraná Clube. Galgaram um degrau no cenário nacional o Aparecidense-GO (campeão), o ABC (RN), o Atlético Cearense e o Campinense-PB.
