#SeAModaPega: E se você pudesse reescrever a frase da bandeira nacional?

Inspire-se nas nossas sugestões para estados, empresas, clubes de futebol e personalidades do país

Movimento lançado nesta sexta-feira (19), em que se comemora o Dia da Bandeira, propõe a inclusão da palavra ‘amor’ antes de ‘ordem e progresso’, escrita na faixa branca que corta transversalmente a esfera azul estrelada.

Os idealizadores defendem que a mudança vem a calhar nestes tempos marcados pelo ódio, dentro e fora das redes sociais. A mudança, no entanto, vai depender da caridade do Congresso Nacional.

Sob os ventos desta sugestão flamulante, simulamos algumas modificações possíveis à frase da bandeira nacional caso os estados, instituições, empresas, clubes de futebol e personalidades em geral pudessem reescrevê-la ao bel prazer.

E a sua, qual seria?

NOSSOS SOTAQUES

A bandeira do Brasil, do jeitinho que ela é, em todos os seus detalhes, está especificada na Lei 5.700 de 1º de setembro de 1971. E a inclusão da frase ‘Ordem e Progresso’, consta no Decreto 4 de 19 de novembro de 1889.

Mas, e se os estados pudessem ‘adaptar’ a frase da bandeira nacional em seus territórios? Capaz que em Minas Gerais escreveriam “Uai, Ordem e Progresso” e no Rio Grande do Sul, “Ordem e Progresso, Tchê!”.

No Nordeste, seria comum que se reescrevesse na bandeira nacional algo como “Oxente, Ordem e Progresso”, “Ordem e Progresso, visse?” , “Ordem e Progresso, diacho!” ou “Escreve aí, meu rei!”.

MARKETING NACIONAL

Fossem autorizadas a reeditar a bandeira nacional para suas peças de marketing e publicidade, as empresas poderiam flamular serviços e produtos Brasil afora. Bastaria ajustar alguns slogans inesquecíveis.

Na linha ‘patriótica’, a Bayer poderia enaltecer a produção nacional assim: ‘Se é do Brasil, é bom’. A Bombril escreveria: ‘Brasil, 1001 oportunidades’. Até a norte-americana Coca-Cola se renderia: ‘Nação pra valer’

A Colgate não perderia a oportunidade da faixa branca: ‘Da cor do sorriso saudável’. A Doril poderia mandar essa: ‘Brasil, a sua frase sumiu’. E o conhaque Dreher publicaria, sem faixa classificativa: ‘Seja brasileiro, sem moderação’.

BOLA PRA FRENTE

Os clubes de futebol também emplacariam suas marcas caso pudessem ajustar os dizeres da bandeira à sua identidade. Afinal, a ‘flâmula’ fica justamente sobre uma ‘bola azul’ ao centro de um retângulo preenchido como o verde dos gramados.

A começar por aqueles que vestem azul e branco. Principalmente o Cruzeiro, cuja constelação que lhe empresa o nome já é retratada na bandeira. Ficaria fácil ainda para o Paysandu (PA), o Avaí (SC), o Marília (SP), entre outros bicolores.

No embalo do uso da bandeira, até o Brasil de Pelotas (RS), que é rubro-negro, poderia ajustar a oportunidade com o próprio nome. E, claro, o Desportivo Brasil, fundado justamente no Dia da Bandeira, em 2015.

ASSINATURA BRASILEIRA

Algumas personalidades também teriam a chance de ajustar a bandeira nacional aos seus nomes artísticos ou pessoais. Alguns, aliás, já o fazem, relacionando o símbolo em suas marcas. Caso do narrador de rodeios Marco Brasil.

O apresentador, promotor de eventos e amigo de celebridades, David Brazil, é outro que poderia se promover ainda mais, levantando sua bandeira do humor sem preconceitos. Ele escreveria, por exemplo, ‘Mais Amor, Por Favor’

E já que o assunto é bandeira, quem leva o símbolo em seu registro de cartório teria todo direito para mudar os dizeres nacionais. O escritor Pedro Bandeira certamente reescreveria, com todas as letras: ‘Ordem e Progresso, só com educação’.

 

Webert Oliveira
Sou um autor por escolha, curioso, especializado em transformar fatos e histórias inusitadas em narrativas cativantes. Com formação em Letras, gosto de combinar pesquisa rigorosa com um estilo envolvente, buscando não só informar, mas também inspirar a curiosidade de meus leitores sobre o mundo.
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