#SOSHaiti: o que fazer para sobreviver a um terremoto

As equipes de resgate seguiam em busca de sobreviventes nesta quinta-feira (19), cinco dias após o terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter que abalou o Haiti, país caribenho localizado na América Central.
Segundo as últimas informações das autoridades locais, o terremoto e a passagem de um ciclone tropical da última segunda-feira (17) feriram pelo menos 12 mil pessoas e mataram outras 2,1 mil. Há dezenas de desaparecidos.
País com maior número de mortes por catástrofes naturais nas últimas duas décadas, com mais de 230 mil perdas, o Haiti ainda não se reconstruiu a tempo do grande terremoto de 2010, que matou 200 mil pessoas.
MAPA TRÁGICO
Localizado entre as falhas de duas grandes placas tectônicas, o Haiti está entre os 34 países com maior possibilidade de desastres naturais no planeta, segundo cálculos da Universidade nas Nações Unidas.
Este mapa trágico inclui outros países da América Central – Honduras, Guatemala, Costa Rica e El Salvador – e ainda Chile, Japão e Indonésia, onde se registraram os abalos mais forte do mundo desde 1900.
Último da lista, o Brasil teve seu pior terremoto registrado em 1955, em Serra do Tombador (MT), com 6,6 graus. Em 2007, outro abalo, de 4,9, em Itacarambi (MG), provocou a única morte confirmada até hoje.
AVISO AOS TURISTAS
Quem visita países mais suscetíveis à ocorrência de terremotos precisa estar ciente dos riscos e, principalmente, atento às orientações preventivas locais para saber o que deve ser feito ou não caso a terra trema.
É o caso, por exemplo, do Japão, onde se aprende desde muito cedo, em casa e nas escolas, como sobreviver a terremotos – além de toda tecnologia desenvolvida ao longo das décadas na construção civil.
Cada cidadão é orientado a ter seu próprio kit de sobrevivência com lanterna, água, comida desidratada, carregador de bateria, documentos e dinheiro; e a ficar atento às informações da TV estatal NHK, a porta voz oficial em caso de tragédias.
MANUAL COMPLETO
É da terra do sol nascente também – e por larga experiência própria – a disponibilidade dos principais manuais do mundo. Tratam-se de informações básicas, mas completas, sobre desastres naturais disponíveis em site governamental, inclusive em português.
O ‘Portal de Prevenção de Desastres’ dispõe de farta quantidade de informações sobre danos relacionados a inundações, nevascas, tempestades, terremotos, tsunamis, vulcões, entre outros. Basta clicar para ler ou baixá-los.
A cidade de Minokamo, da Província de Gifu, orienta seus cidadãos a seguirem um passo-a-passo cronometrado para sobreviverem a terremotos. Veja:
3 segundos após o abalo
Mantenha a calma. Proteja seu corpo. Apague o fogo.
30 segundos
Verifique os focos de incêndio e o estado de saúde de sua família. Abra portas e janelas
3 minutos
Na persistência de focos de incêndio, trabalhe para extingui-los. Dirija-se para o abrigo mais próximo atento a tudo que possa cai sobre você e só utilize o telefone em caso de emergência.
30 minutos
Coopere com as equipes de resgate e dos grupos independentes de combate a incêndios. Não use o automóvel.
3 horas
Fique atento aos informes sobre o terremoto. Anote o local para onde deve ir após o terremoto. Ajude o próximo.
SOS HAITI
Apesar das dificuldades de acesso ao epicentro das destruições provocadas pelo último terremoto no sul do Haiti, algumas organizações humanitárias já contam com as primeiras equipes em ação.
Entre elas, as do Médicos Sem Fronteiras (MSF) que, segundo informa em seu site oficial, já está “estabilizando os feridos e oferecendo cuidados cirúrgicos e de acompanhamento” aos haitianos feridos.
A MSF informa ainda que reforçará suas atividades nos próximos dias com o envio de mais equipes médicas, “incluindo cirurgiões”, além de suprimentos médicos e de emergência do exterior.
